sábado, 7 de setembro de 2013

Magalhães Barreto

               Francisco Magalhães Barreto e Sá, filho de Antonio Pinheiro de Magalhães e Inês de Sá Souto Maior, sergipanos, se estabeleceu na região de Barbalha-CE em 1744. Descendente de Mem de Sá, 3° governador geral do Brasil, doou as terras para a construção da matriz de Santo Antônio.
              
              O capitão era casado com D. Maria Polucena de Abreu e Lima, natural de Vila Nova em Sergipe, segundo o IBGE. Na versão de uma árvore genealógica fornecida por Inês Callou do Guaraní, ele teve pelo menos oito filhos: Antônio de Sá Barreto, Bárbara (Bibi), João, José Garcia de Sá Barreto, Vicência, Leandro Vieira da Cunha Lobo, Antônia e Ana Angélica de Jesus. Não fica claro se eram todos filhos de D. Polucena de Lima ou se teve outras mulheres, costume comum entre os patriarcas das famílias tradicionais.

                Entre seus filhos destacam-se Ana Angélica de Jesus, mulher de Gregório, filho de Pereirinha com quem teve os filhos: Papai Callou e Papai Xuxa e as filhas: Maria Angélica, Joana Batista e Ana Angélica. Papai Xuxa casou com uma prima, filha de Leandro da Cunha Lobo e foi pai de Major Gregório, Galdina, Carlota Pacifer, Maria Angélica Callou, Francisca, Antônia, Antônio Pereira, Mãe Carrola, Libania, Benjamim e Iriquita. Major Gregório foi o pai de Zé Major, Intendente de Barbalha e pai do Dr. e político Dr. Lyrio Callou. Antônio Pereira foi o pai de Yoyô Callou.

                 Leandro Vieira da Cunha Lobo, sogro de Papai Callou. Foi pai de João Batista e de Mendo de Sá Barreto, este foi o pai do Pe. Gregório e o avô de Santana Dum, filha de um filho seu também chamado Mendo com Galdina de Papai Callou. Santana foi a mulher de Seu Dum, foram estes os pais do Coronel Pereira Dum das Traíras, atual Guaraní, distrito de Terra Nova-PE.

                 José Garcia de Sá Barreto, pai de Tereza, Maria, Bárbara Alexandrino, Antônio, Mendo de Sá  Souto Maior, Ana de Sá Barreto e Pe. José Garcia. Ana de Sá Barreto foi a mãe de Antônio Duarte Grangeiro, que foi provavelmente  intendente de Barbalha e pai de Totô Grangeiro do Pitangal, de Zeca Grangeiro (Pai de Grangeiro, prefeito de Barbalha), de Rosinha (Mãe do Médico e Político Dr. Lyrio Callou com o intendente Zé Major), de Dona Grangeiro (Maria Duarte Grangeiro, mulher do major João Parente das Contendas, mãe de Pio Parente, Papa, Grangeirinho, Girino, entre outros), Sinhá Grangeiro (mulher de Totonho Filgueiras, mãe de Luiz Filgueiras Sampaio e sogra de Argemiro Sampaio, prefeito de Barbalha), Antônio, João, Santa e Moça.

               A mãe do capitão Francisco Magalhãês Barreto e Sá, Inês de Sá Souto Maior, é considerada descendente de Mem de Sá, o terceiro governador geral do Brasil, embora seja mais provável que descenda de um parente homônimo deste que se estabeleceu na região de Sergipe. Segundo Francisco Dória os descendentes do governador são obscuros, embora genealogistas do sertão e do cariri afirmem conhecer a árvore genealógica dele até o capitão, acredito que a família descende de Mem de Sá Sotomaior provável avô dele. Em todo o caso, são da mesma linhagem descendentes de João Afonso de Sá de Bacelos, Portugal, considerado um filho do rei D. Diniz, o rei agricultor, com uma camponesa, que recebeu privilégios da corte e tornou-se um burguês, dono de um solar (saa) do qual surgiu o sobrenome da família. D. Diniz descendia do imperador Frederico Barbarossa e outros grandes monarcas europeus.

              Entre os seus antepassados mais notáveis estão Rodrigues Anes de Sá embaixador português junto ao papa Gregório XI e casado com Cecília Colona de uma das mais importantes famílias da Roma Medieval, descendentes de Marozia filha de Teofilato descendente de Caio Mário que era casado com uma tia de Júlio César, general, escritor e político Romano.
   


 

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Apresentação
O autor deste blog, menino pobre de família tradicional, passou a infância escutando o avô e os tios contarem estórias de um passado glorioso em que a família gozara de prestígio social e econômico. Este passado, contado em fantásticas narrativas, levou-o a amar a história, gostar de assistir a filmes épicos e se apaixonar pela disciplina após ganhar "A história do mundo para crianças" de Monteiro Lobato aos dez anos. Leu o "Adolf Hitler" de John Toland, que seu tio Antônio Taumaturgo tinha como livro de cabeceira.   Decidiu cursar história na FACHUSC de Salgueiro, sem se identificar com a história social, embora sempre fosse um dos melhores alunos preferia o prazer das aventuras do passado ao  pensamento de Karl Marx.
 
Decidido a recontar as estórias que guardou das conversas com seus antepassados, decidiu publicá-las agora enriquecidas com pesquisas históricas, genealógicas e muita imaginação. Não é objetivo deste blog ser fiel a realidade utilizando métodos das ciências sociais, pouco importa se o que está sendo contado é verdade ou não - este é o espaço dos trabalhos acadêmicos - seu objetivo é divertir o leitor relatando um passado romantizado, épico. Muito do que os antigos contavam curiosamente foi confirmado por relatos de pesquisadores e documentos históricos.