sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Manoel de Sá

Manoel de Sá Araújo, filho de José de Sá Araújo e Maria Alves de Carvalho, nasceu no sítio Canabrava, Belém de São Francisco-PE, e se transferiu para a região de Salgueiro-PE, onde fundou a igreja de Santo Antônio que deu origem ao povoamento da cidade.

Casou com Quitéria da Cruz Neves, filha de Antônio da Cruz Neves e de Francisca Maria de Jesus, era neta paterna do português do bispado do Porto, o Sargento-mor Manuel da Cruz Neves e bisneta materna do Tenente Antônio Correia de Sampaio e em segundas núpcias casou com Cândida Maria da Cruz, sobrinha de Quitéria, filha de Antônio da Cruz Neves Júnior e de Jacinta Xavier da Silveira ou de Vasconcelos, segundo a Genealogia Pernambucana. Antônio da Cruz Neves foi o autor do "Massacre de Ouro Preto" que eliminou uma das últimas tribos indígenas de Salgueiro.
 
Em 21 de dezembro de 1835, o Cel. Manoel de Sá ao chegar na sede da fazenda não encontrou seu filho Raimundo, que havia se perdido na Caatinga, desesperado reuniu os vaqueiros e o procuravam sem sucesso. Naquele tempo, a região era habitada por tribos indígenas hostis e por animais ferozes. Sua esposa Quitéria fez uma promessa ao seu santo de devoção, Santo Antônio, prometendo construir uma capela no local em que o menino fosse encontrado. Dois dias depois ele foi achado vivo e bem em baixo de um pé de Salgueiro. Algumas versões falam que ele foi encontrado junto à um curumim, o Caboclo Eduardo, que se tornou protegido da família, outras dizem que foi alimentado por Nossa Senhora, em todo caso, o Coronel adquiriu as terras onde ele foi encontrado, construiu a capela como gratidão a Santo Antônio, e com seus descendentes liderou boa parte da história da cidade.

Filhos com Quitéria:

1. Antônio de Sá Araújo Neves
2.Mariana da Cruz Neves
3. Maria de Sá
4. Joaquim de Sá Araújo
5. Ana de Sá
6. Francisca de Sá, casada com Ioiô.
     6.1. Manoel Leônidas da Cruz.
     6.2. Diotal Francisca da Cruz, ou Diotal de Sá, casada com Alexandrino da Cruz Parente.
         6.2.1. Antônio Alexandrino da Cruz, senhor de engenho do sítio Baixio Verde, casado com Alexandrina da Cruz Parente (Dondon do Ouro Preto)
             6.2.1.1.Aristides da Cruz Parente, comerciante de gado da fazenda Aboboreira, casado com Ana Parente Filgueira.
     6.3. Antônia Sá.
     6.4. João Leônidas da Cruz.
7. Geronsa de Sá.
8. Isabel de Sá.
9. Major Raimundo de Sá.
10. Clara de Sá.
11. Francisco de Sá.
12. José de Sá
13. Manoel de Sá Filho.
14. Antônia de Sá.

Filhos com Cândida:

15. Dorina de Sá.
16. Jacinta de Sá
17. Maria de Sá.
18. Quitéria de Sá.
19. João de Sá Araújo.
20. Antônio de Sá Araújo.
21. Amâncio de Sá Araújo.

 

Autor

Minha foto

Apresentação
O autor deste blog, menino pobre de família tradicional, passou a infância escutando o avô e os tios contarem estórias de um passado glorioso em que a família gozara de prestígio social e econômico. Este passado, contado em fantásticas narrativas, levou-o a amar a história, gostar de assistir a filmes épicos e se apaixonar pela disciplina após ganhar "A história do mundo para crianças" de Monteiro Lobato aos dez anos. Leu o "Adolf Hitler" de John Toland, que seu tio Antônio Taumaturgo tinha como livro de cabeceira.   Decidiu cursar história na FACHUSC de Salgueiro, sem se identificar com a história social, embora sempre fosse um dos melhores alunos preferia o prazer das aventuras do passado ao  pensamento de Karl Marx.
 
Decidido a recontar as estórias que guardou das conversas com seus antepassados, decidiu publicá-las agora enriquecidas com pesquisas históricas, genealógicas e muita imaginação. Não é objetivo deste blog ser fiel a realidade utilizando métodos das ciências sociais, pouco importa se o que está sendo contado é verdade ou não - este é o espaço dos trabalhos acadêmicos - seu objetivo é divertir o leitor relatando um passado romantizado, épico. Muito do que os antigos contavam curiosamente foi confirmado por relatos de pesquisadores e documentos históricos.